Dicas retiradas do site da ACACS-SP
www.santiago.org.br

01) Em Roncesvalles, vá direto ao prédio do Seminário Mayor de Santa Maria, onde é reservado um imenso quarto com beliches a todos aqueles portadores da “credencial del peregrino”. Chegando lá, você pode descansar o resto da tarde; não esquecendo de, pela noite, acompanhar a missa, com uma solene “Bênção dos Peregrinos” seguindo antigos ritos medievais, algo fantástico e inesquecível.

02) Na Vila de Muruzábal, entre Pamplona e Puente la Reina, não deixe de desviar-se um pouco da Rota (20 minutos) para conhecer a igreja românica de Eunate, antiga possessão dos Cavaleiros Templários, um dos mais bonitos monumentos do Caminho.

03) Em Puente la Reina é imperdível a Igreja de Santiago, também herança dos Cavaleiros do Templo de Salomão. Pintadas nas paredes do templo, note a versão ibérica da cruz templária.

04) Em Estella, suba uma colina (à cinco minutos do albergue) e aprecie a vista panorâmica da cidade a partir da Igreja de Santo Domingo.

05) Saindo de Estella, um pouco antes de chegar ao Monastério de Irache, pare na Fuente del Vino, uma fonte com duas bicas. Em uma delas, água fresca e na outra, puro vinho e de graça.

06) Um pouco antes de chegar na vila de Ázqueta, você pode ter a sorte de conhecer Pablito, um personagem do Caminho, que nas horas vagas dedica-se a presentear os peregrinos com cajados de madeira talhados por ele.

07) No povoado de Azofra, pare para tomar um café no bar (na praça principal) e peça (de presente) a moeda cunhada pela vila em homenagem aos peregrinos e visitar o campanário da Igreja Nossa Senhora de Los Angeles.

08) Em Santo Domingo de la Calzada, aprecie a curiosíssima gaiola com um galo e uma galinha vivos dentro do templo.

09) Na vila de Villafranca Montes de Oca, no interior da Igreja de Santiago, aprecie uma pia de água benta original: uma imensa concha marinha trazida das Filipinas.

10) Vale a pena hospedar-se em Viloria de Rioja no albergue do Acacio (brasileiro) y Orietta, o jantar é comunitário.

11) Se for pernoitar em Belorado, veja o pôr do sol a partir de um monte na parte oeste da cidade (bem atrás do albergue de peregrinos), onde há ruínas de um antigo forte. Belíssima vista panorâmica.

12) Em San Juan de Ortega, descubra o “milagre da luz” que ocorre lá nos equinócios. Também, conheça esta figura que é o Padre José Alonso. Participe da ceia dos peregrinos no refeitório do Monastério (que acolhe os peregrinos em dois amplos quartos), com a famosa sopa de alho oferecida por aquele sacerdote.

13) Em Carrión de los Condes, conheça a Igreja de Santa Maria del Camino, desde o século IX albergue de peregrinos. O padre José Mariscal fará as honras da casa.

14) Na cidade de Burgos (a maior do Caminho), não deixe de conhecer o centro histórico com uma das maiores Catedrais góticas da Europa, onde dizem que os cabelos da escultura de jesus crescem.

15) Em Frómista, visite uma das mais perfeitas igrejas do estilo românico, San Martín. Quase 20 quilômetros depois, em Villacázar de Sirga, conheça a igreja românico-gótica de Santa Maria, obra dos Templários.

16)Para os amantes da arquitetura: em Sahagún aprecie as igrejas de influência mourisca recobertas de ladrilhos, em especial, San Tirso.

17) Em Bercianos del Camino é tradição dos peregrinos reunirem-se para jantar e após vão ver o por do sol. O Albergue é velho, limpo e com excelente hospitalidade!

18) Em León, há 2 albergues. O indicado e preferido é o Convento de Santa Maria del Carbajal, na Praça Santa María del Camino (centro histórico). Lá, ao cair da tarde os peregrinos são chamados pelas freiras para participarem de uma singela cerimônia com cânticos devocionais.

19) Românico e gótico: ainda em León, conheça a chamada “Capela Sixtina do românico”, com belíssimos afrescos do século XII, no museu da Basílica de San Isidoro. Também, visite a Catedral, um dos marcos do estilo gótico, com seus famosos vitrais.

20) Depois de Astorga, faça um ligeiro desvio da Rota tradicional, entrando no povoado de Murias de Rechivaldo (a trilha normal vai pela esquerda sem passar na vila) para, dez minutos além, conhecer o belíssimo povoado de Castrillo de Polvazares, todo em pedra.

21) Na vila de Rabanal del Camino, tente conhecer a Igreja octogonal de Santa Maria.

22) É tradição secular dos peregrinos, ao passarem pela Cruz de Ferro, monumento localizado entre as vilas de Foncebadón e Manjarin, pegar uma pedra no inicio de sua caminhada e acrescentarem ao grande monte, marcando sua passagem. Um ritual muito antigo e carregado de simbologia.

23) Em Manjarin: imagine uma cidade medieval abandonada no alto da montanha e só uma casa de pé (logicamente, o Albergue de Peregrinos…). Apesar de um pouco desconfortável (não há banheiro e são poucas as camas), vale a pena dormir lá.

24) Tomás é o hospitaleiro que cuida do local. Outra dica: caso você tenha pernoitado antes em Rabanal e chegue a Manjarin antes das 10h, pare no albergue para tomar um café oferecido por Tomás. Você ouvirá ótimas histórias e, quem sabe, poderá participar de um Ritual Templário. Verdade!

25) Em Molinaseca, se você for no verão aproveite as piscinas naturais (rio represado) do povoado. Passear pelos inúmeros bares e restaurantes da vila é obrigatório.

26) Em Villafranca del Bierzo, fique atento: há 02 albergues na cidade. Um da prefeitura, novo e confortável, mas sem nenhuma personalidade. O outro, o tradicional Refúgio Ave Fênix, de Jesus Jato, um senhor que há mais de 30 anos acolhe os peregrinos em sua própria casa. Usualmente, pela noite ele faz um curioso ritual no refeitório do albergue, queimando ervas e álcool em uma vasilha de cerâmica, fazendo uma bebida fortíssima, o Orujo.

27) Em Vega de Valcarce vale a pena hospedar-se no Albergue Nossa Senhora Aparecida, do brasileiro Itabyra do Carmo Cunha, lá se respira o ar carioca pelos quatros cantos, graças a música, o artesanato e a gastronomia do Brasil.

28) Desbrave o pequeno povoado de O Cebreiro, no topo da montanha de mesmo nome, com suas casas de pedra seguindo a tradição celta. Assista a missa na única igreja do povoado e descubra o “Santo Graal dos Peregrinos”.

29) Em Melide, procure uma “pulperia” e deguste a especialidade local: polvos e vinhos.

30) No Monte do Gozo, há apenas 5 quilômetros da Catedral de Santiago, é tradição secular peregrina descer o morro cantando. Outra tradição medieval: se você estiver em grupo, o primeiro a chegar no Monte e avistar a Catedral, é tido pelos outros como “Rei”, merecendo deles todas as deferências inerentes ao cargo.

31) Na Catedral de Santiago, procure descobrir com os que lá trabalham quando haverá a cerimônia do “botafumeiro”. Pode ser realizado 20 minutos antes das missas principais para grupos de turistas (que pagaram por isto), ou ao final da missa das 12h ( a “Missa del Peregrino”), o que é mais tradicional.

32) Na Catedral de Santiago, não deixe também de tocar a coluna central do “Pórtico da Glória”, dar uma abraço (literalmente) na estátua do apóstolo no altar-mor, além de visitar a singela cripta com os ossos do Santo.

33) Ainda na cidade de Santiago, pela manhã, vá a Finisterre. Depois de visitar o povoado, tomar um banho de praia e se empanturrar de mariscos, percorra 4 quilômetros do vilarejo até o “Cabo de Finisterre” (uma imensa península que parece que será engolida a qualquer hora pelo Oceano Atlântico). É tradição os peregrinos queimarem, ao pôr do sol, algumas roupas que foram usadas durante a caminhada.

34) Em Santiago de Compostela, não deixe conhecer o restaurante “Casa Manolo” (ao final da rua de San Beito, próximo à praça Cervantes, 5 minutos da Catedral), um verdadeiro ponto de encontro dos peregrinos, ambiente alegre, descontraído e o que é mais importante, a comida é excelente e barata.