Barcelona é a maior cidade e capital da comunidade autônoma da Catalunha, no nordeste da Espanha. É também a capital da comarca do Barcelonès e da província de Barcelona. É a segunda maior cidade da Espanha após Madrid e possui uma população de cerca de 1.621.537 habitantes entre de seus limites administrativos uma área de 101,4 km2. A área urbana de Barcelona se estende além dos limites administrativos da cidade com uma população de mais de 4,2 milhões de habitantes em uma área de 803 km2, é a sexta área urbana mais populosa na União Europeia após Paris, Londres, Vale do Ruhr, Madrid e Milão. Cerca de 5 milhões de pessoas vivem na área metropolitana de Barcelona, é a maior metrópole da Europa dentre as localizadas na costa do Mediterrâneo. A parte principal de uma união de cidades e municípios adjacentes chamada Área Metropolitana de Barcelona (AMB), com uma população de 3.186.461 habitantes em uma área de 636 km2(densidade de 5.010 hab/km2).

Localização

Barcelona está localizada na costa do Mediterrâneo entre a foz dos rios Llobregat e Besòs e é limitada a oeste pela da Serra de Collserola (512 m).

Geografia

Situada na província homônima, ao longo da costa do Mediterrâneo, entre o desaguar dos rios Llobregat e Besòs, o território de Barcelona está dividido em três áreas bem delimitadas: a serra da Collserola (com 512 metros de altura é o ponto mais alto da cidade, em seu topo está localizado o Tibidabo), o plano e os deltas dos rios Besòs e Lobregat, que juntamente com o litoral delimitam seu território.

A população da cidade de 1.595.110 habitantes (estimativa em 2006), sendo que a população da área metropolitana é de 3 161 081 (estimativa em 2006). A população da província é de 5 226 354 (estimativa em 2005), mas cobre apenas 7,773 km² da cidade.

Subdivisão

Barcelona cresceu e anexou municípios vizinhos que atualmente são bairros da cidade. Destacam-se o conributo fenomenal de Ildefons Cerdà e a ordenação urbanística.

Barcelona está dividida em dez distritos (enumeram-se alguns bairros históricos):

  • Ciutat Vella: Raval, bairro Gótico, Ribera e a Barceloneta.
  • L’Eixample: Sant Antoni, Esquerra de Eixample, Dreta de Eixample, Sagrada Família, Fort Pienc.
  • Sants-Montjuïc: Can Tunis, Montjuïc, Badal, Hostafrancs, Bordeta, Sants, Poble Sec, Zona Franca, Font de la Guatlla.
  • Les Corts: Les Corts, Pedralbes, Sant Ramon.
  • Sarrià – Sant Gervasi: Sarrià, Galvany, Sant Gervasi de Cassoles, El Putxet, Tres Torres, Bonanova, Vallvidrera, Les Planes.
  • Gràcia: Vallcarca, Penitents, Salut, Gràcia, Camp d’en Grassot.
  • Horta-Guinardó: Horta, Carmel, Teixonera, Can Baró, Font d’en Fargas, Guinardó, Vall d’Hebron, Montbau, Sant Genís dels Agudells, Baix Guinardó.
  • Nou Barris: Vallbona, Ciutat Meridiana, Torre Baró, Canyelles, Roquetes, Trinitat Nova, Prosperitat, Guineueta, Verdum, Turó de la Peira, Vilapicina.
  • Sant Andreu: Congrés, La Sagrera, Sant Andreu de Palomar, Bon Pastor, Trinitat Vella.
  • Sant Martí: Sant Martí de Provençals, Clot, Camp de l’Arpa, Poble Nou, Vila Olímpica, Besòs, Verneda, Ciutadella, Nova Icària, Diagonal Mar.

História

Os primeiros vestígios de povoamento em Barcelona remontam ao final do período Neolítico (2000 a 1500 a.C.). Do século VII ao VI a.C. não está documentada a existência de povoamento de nenhuma tribo ibérica. Aparentemente, por essa mesma época teria existido uma colônia grega (Kallipolis) na região, apesar de os historiadores discordarem sobre a sua localização exata. Os cartagineses teriam ocupado a região durante a Segunda Guerra Púnica e depois os romanos se instalariam no local.

Em sentido estrito, Barcelona teria sido fundada pelos romanos no final do século I a.C., sobre o mesmo assentamento ibérico anterior onde já se haviam instalado anteriormente desde o ano 218 a.C., e teria sido convertida numa fortificação militar, chamada de Iulia Augusta Paterna Faventia Barcino, que estava situada sobre o então chamado Mons Taber, uma pequena elevação onde hoje está situada a catedral da cidade e a praça de Sant Jaume. No século II as suas muralhas foram construídas por ordem do Imperador Cláudio e já no início do século III a população de Barcino estava estimada entre 4000 e 8000 habitantes.

Barcino foi a cidade dos laietanos (ibéricos), que deu origem a cidade de Barcelona. Estava situada perto do rio Rubricatus (Llobregat). A cidade já existia com um outro nome (a lenda atribui sua fundação à Hércules, 400 anos antes da fundação de Roma) quando foi supostamente refundada por Amílcar Barca, que lhe dá o nome. Depois os romanos se estabelecem na cidade.

No século V, Barcelona foi ocupada pelos visigodos de Ataúlfo (ano 415) provenientes do norte da Europa. Em 531, Amalarico foi assassinado. No século VIII a cidade foi conquistada pelo vizir árabe al-Hurr e iniciou-se um período de quase um século de domínio muçulmano que terminou em 801 quando foi ocupada pelos carolíngios, que a converteu em capital do Condado de Barcelona. A potência econômica da cidade e a sua localização estratégica fizeram com que os muçulmanos voltassem em 985, comandados por Almansor, ocupando-a durante alguns meses.

A partir do século XIV a cidade iniciou uma era de decadência que se estendeu durante os séculos seguintes. A união dos reinos de Aragão e Castela, oficializada com o casamento entre os reis Fernando de Aragão e Isabel de Castela, gerou um ambiente tenso entre catalães e castelhanos que chegou ao momento mais crítico com a Guerra dels Segadors (de 1640 a 1651) e posteriormente com a Guerra da Sucessão Espanhola (de 1702 a 1714), que terminou com a abolição das leis institucionais próprias da Catalunha e com a destruição de boa parte do Bairro da Ribera e da construção da Ciutadella.

Até o fim do século XVIII, Barcelona iniciou uma recuperação econômica que lhe favoreceu a industrialização progressiva do século seguinte. A segunda metade do século XIX coincidiu com o projeto de derrubada das muralhas antigas que envolviam a cidade e outras cidades próximas são incorporadas à Barcelona. Dessa forma, são incorporadas à Grande Barcelona as cidades de Gràcia, Sarrià, Horta, Sant Gervasi de Cassoles, Les Corts, Sants, Sant Andreu de Palomar e Sant Marti de Provençals. Isso permitiu que a cidade executasse o projeto do Eixample e do desenvolvimento da indústria, feito que lhe permitiu entrar no século XX como um dos centros urbanos mais avançados de Espanha. Foi sede de duas Exposições Universais nos anos de 1888 e de 1929.

A escalada da Guerra Civil Espanhola e a derrota das forças republicanas tornaram o panorama desfavorável novamente, uma vez que Barcelona se havia posto ao lado da República, e no final de 1939, as tropas franquistas ocuparam a cidade na última fase da guerra.

Depois de um pós-guerra duro para Barcelona, teve início uma fase de desenvolvimento sob o mandato do prefeito Josep María de Porcioles i Colomer. Toda a região próxima à cidade que ainda mantinha alguma tradição agrícola e rural aos poucos se vai urbanizando com grandes bairros cheios de imigrantes procedentes de outras partes da Península Ibérica. Restaurada a democracia após a morte do ditador Franco, um novo desenvolvimento cultural e urbanístico acontece, com uma crescente participação da população civil, dotando a cidade de grandes infra-estruturas dignas de uma metrópole moderna e cosmopolita atrativa para o turismo. Nesta última etapa celebraram-se os Jogos Olímpicos de Verão de 1992 e o Forum Universal das Culturas em 2004.

Economia

Barcelona foi historicamente uma cidade muito ligada à indústria. Foi a primeira cidade em Espanha a acolher a revolução Industrial e apesar de ter tido algumas crises econômicas é hoje o maior centro industrial do país.

O porto de Barcelona converteu-se nos últimos anos no mais importante do Mediterrâneo em tonelagem de mercadorias e contentores. Também é o primeiro porto mediterrânico em número de cruzeiros que fazem escala na cidade.

Importante centro de cultura, economia e política, Barcelona é uma referência não só dentro de Espanha como também no contexto da União Europeia.

Cultura

Religião

Os oragos barceloneses são São Roque e São José Oriol, representados no Templo Expiatório da Sagrada Família.

Museus

Na Fundação Joan Miró encontra-se algumas obras deste pintor e são realizadas exposições itinerantes procedentes de museus de todo mundo. O Museu Picasso conta com uma importante coleção de obras pouco conhecidas deste pintor, sobretudo de suas épocas iniciais. No Museu Nacional de Arte da Catalunha encontra-se exposta uma importante coleção de arte romana. A arte da época atual fica no recém construído Museu de Arte Contemporânea de Barcelona. Também são de relevância o Centro de Cultura Contemporânea de Barcelona situado em El Raval, o museu da Fundação Antoni Tàpies, o CaixaFòrum e o Museu da Ciência, agora chamado de CosmoCaixa.

Esportes

A cidade de Barcelona também se destaca no futebol, com os clubes F.C. Barcelona e Espanyol. Barcelona tem dois estádios de elite da UEFA (Nuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.png): o Camp Nou do F.C. Barcelona, o maior estádio da Europa, com uma capacidade de 100.000 e o Estadi Olímpic Lluís Companys com uma capacidade de 55.000, utilizado para os Jogos Olímpicos de 1992. Há também o novo estádio – Estadi Cornellà-El Prat (Nuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.pngNuvola apps mozilla.png), com uma capacidade de mais de 40.000 – casa do Espanyol.

A cidade também já sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1992 e alguns jogos da Copa do Mundo de 1982.

Apesar de grande destaque no futebol, outros desportos se destacam na cidade catalã, entre eles esportes náuticos, automobilísticos, além de outros. No circuito da Catalunha são disputadas provas de Fórmula 1 e do Campeonato Mundial de Motociclismo.

Pontos Turísticos

Barcelona oferece ao visitante a possibilidade de percorrer a pé desde as ruínas romanas e a cidade medieval até os bairros do modernismo catalão, com seus edifícios característicos, suas ruas arborizadas e suas largas avenidas. A cidade antiga é praticamente plana, enquanto que os bairros novos, a medida que ficam próximos à cordilheira litoral, deixam o aspecto plano de lado.

Centro e La Rambla

Um dos lugares de mais frequentados de Barcelona é La Rambla, uma passarela situada entre a Praça da Catalunha (em catalão Plaça de Catalunya), centro da cidade, e o antigo porto de Barcelona. Ali são encontradas quiosques de flores, cafeterias, restaurantes e lojas comerciais. Passeando pela La Rambla pode-se admirar vários edifícios de interesse, como o Palácio da Virreina, o mercado de La Boqueria e o famoso teatro Grande Teatro do Liceu. Uma rua lateral a La Rambla conduz a Praça Real (em catalão Plaça Reial), uma praça com palmeiras e edifícios que abriga cervejarias e restaurantes.

La Rambla termina junto ao porto antigo, onde a estátua de Cristovão Colombo (ou Monumento a Colombo) aponta para o mar. Próximo dali se encontra o Museu Marítimo (ou Museu Maritim), dedicado sobre tudo à historia naval do Mediterrâneo, e no qual se exibe a reprodução em escala real de uma antiga galera de combate. O porto antigo oferece outros atrativos, como um centro de ócio, com comércios, restaurantes, um cinema IMAX, e um aquário da fauna marinha mediterrânea.

Arquitetura

Barcelona é conhecida como capital do modernismo. A cidade, na qual viveu e trabalhou o arquiteto Antoni Gaudí conta com algumas de suas obras mais relevantes, que atraem a cada ano milhões de visitantes de todo mundo. A mais representativa é o Templo Expiatório da Sagrada Família, que Gaudí deixou inacabada e que segue sendo construída da mesma maneira que as catedrais na Idade Média. Seu término está previsto para até 2020. Outras das obras mais conhecidas de Gaudí são o Parque Güell (Parc Güell), a Casa Milà, também chamada de “La Pedrera”, e a Casa Batlló. Além de Gaudí, Barcelona conta com outras jóias do modernismo catalão como o Hospital de Sant Pau e o Palácio da Música Catalã de Lluís Domènech i Montaner, ou o Palácio Macaya e muitas outras obras de Josep Puig i Cadafalch.

Fora as obras modernistas, Barcelona também conta com relevantes obras pertencentes a outros estilos e períodos históricos. Dentro do período medieval destacam-se especialmente as obras góticas que proliferam em seu centro histórico, precisamente denominado “Bairro Gótico” como a Catedral de Barcelona. Neste mesmo estilo encontra-se ainda a Igreja de Santa Maria do Mar, caracterizada por sua austeridade e harmonia nas medidas.

Também possui distintas amostras de arquitetura contemporânea. Destacando-se o Pavilhão Alemão de Ludwig Mies van der Rohe, que foi construído para a Exposição Universal de Barcelona de 1929, assim como a Fundação Joan Miró do arquiteto catalão Josep Lluís Sert. Anos mais tarde, por causa dos Jogos Olímpicos de 1992, a cidade viveu uma etapa de grandes transformações que deram lugar a obras como o Palau Sant Jordi (ou Palácio de Esportes São Jordi) de Arata Isozaki, a Torre de Collserola de Norman Foster e a Torre de Montjuïc de Santiago Calatrava. Antes dos Jogos houve também a remodelação e ampliação do Aeroporto de Barcelona por Ricardo Bofill. E na etapa pós-olímpica a cidade seguiu mantendo seu desenvolvimento arquitetônico, construindo edifícios como o Museu de Arte Contemporânea de Barcelona (ou MACBA) de Richard Meier, a Torre Agbar de Jean Nouvel, e los projetos de uma nova estação em La Sagrera, a Torre do Triângulo Ferroviário de Frank Gehry. Outras construções aconteceram por causa do Forum Universal das Culturas, como o Edifício Fórum de Jacques Herzog e Pierre de Meuron.

Montjuic e Tibidabo

Duas montanhas dominam a cidade convertidas em miradores. O Montjuic é um pequeno monte situado junto ao porto, em cuja topo encontra-se uma antiga fortaleza militar que serviu para vigiar a entrada de Barcelona pelo mar. Nesta montanha encontra-se ainda as instalações olímpicas, como o Estádio Olímpico Lluis Companys, o Palácio Sant Jordi e as Piscinas Picornell. Também pode ser visto em Montjuic o jardim botânico, que dispõe de uma coleção única de cactus. O Tibidabo, na parte alta da cidade é a outra montanha de Barcelona. Pode-se ir ao Tibidabo de carro, ônibus, tranvia e um funicular. No Tibidabo encontra-se a Igreja do Sagrado Coração, visível de toda a cidade, o Parque de atrações de Tibidabo, e a Torre de Collserola, antena de telecomunicações que dispõe de um mirador.