Finalmente chegou a minha vez de ser atendido pela polícia federal e renovar o meu passaporte. Depois de alguns reagendamentos, e alguns sustos lá na PF, acabou dando tudo certo. É como eu sempre digo, no final tudo sempre acaba bem.

A história do meu passaporte começou no ano passado, quando voltei de Buenos Aires e comecei efetivamente o planejamento da peregrinação. Resolvi fazer logo o passaporte porque sabia que o agendamento demorava, especialmente aqui no Rio e em São Paulo. Acessei o site da PF, preenchi o formulário com os meus dados, emiti o boleto e paguei a taxa de renovação.

Se não me engano, consegui agendamento para Novembro, mas chegando perto da data marcada, eu tive que remarcar porque tinha um compromisso e não poderia ir. Reagendei pra Fevereiro, mas novamente não pude aparecer pra emitir o passaporte por outro compromisso. Acabei conseguindo agendar para 13 de Setembro de 2011, quase um ano depois de emitir o protocolo e pagar a taxa.

Ontem, no dia e horário marcado, eu estava lá no Shopping Rio Sul, no escritório da PF para a emissão do meu passaporte. Cheguei e estava bem tranquilo, umas 20 pessoas esperando. Sentei e aguardei. Depois de uns 20 minutos eu fui chamado pelo nome. Entrei na sala, já com os documentos em mãos, sentei na mesa e espalhei tudo.

Passaporte antigo, identidade, CPF, título de eleitor, últimos comprovantes de votação, certificado de reservista. Tudo original, tudo certinho. Além dos documentos, tinha em mãos o o meu protocolo de solicitação de documento, o comprovante do agendamento, o boleto e o comprovante do pagamento.

Tudo começou bem, mas logo viria o primeiro susto. O atendente não estava encontrando o código do meu protocolo no sistema. Ele tentou diversas vezes, mas não aparecia de jeito nenhum, e só depois fomos descobrir o porque. Ele estava tão acostumado a digitar os números de protocolo que nem olhava para os primeiros dígitos, que continham o ano. Ele só colocava os últimos! Não achava de jeito nenhum.

Depois de umas três tentativas, eu olhei pra tela dele e ví o erro. Mostrei pra ele que o ano que ele digitava era o errado. Ele ficou meio estranho, fez uma careta e se levantou pra conversar com o supervisor. Gelei! Comecei a imaginar que as coisas poderiam dar errado… pânico total!

Fiquei tentando ouvir a conversa dos dois homens, atrás de um biombo. Um dizia que o protocolo era antigo, o outro então disse: “Joga lá no sistema com o número, como está aqui no papel, com 2010. Se aparecer o agendamento, toca ficha!”.

Ele voltou e digitou o código certo. Apareceram as informações e continuamos o processo. Foi então que veio o segundo e mais assustador dos sustos. Quando chegou a hora de verificar o pagamento da taxa, estava listada como “NÃO PAGO” no sistema dele.

O supervisor foi novamente acionado, mas agora na mesa onde eu estava. Ele veio, comparou o comprovante com o código do boleto, me perguntou se houve um estorno na conta, respondi que não… Instantes depois ele veio com a solução. Ligar pra alguém eu algum lugar e confirmar o pagamento.

O atendente foi lá e demorou uns minutos. Logo veio com a resposta. O pagamento foi localizado, e aquela informação de “NÃO PAGO” do sistema estava errada. O supervisor então mandou ele seguir em frente com a emissão. UFA!!

Foi só aí que eu me atrevi a fazer a pergunta que eu estava com medo: – “Quando é que o passaporte fica pronto?”. E a resposta não podia ser melhor: – “A partir do dia 22 você já pode passar aqui pra pegar.” UFAAA!!

Nessa hora eu senti um alívio muito grande. Foi uma sensação ótima. Ao mesmo tempo que tudo estava dando certo, eu ainda não tinha o passaporte, e sem ele, nada de viagem. Era só o que faltava fazer pra garantir oficialmente que eu estou indo!