Desde a Constituição de 1978 a Espanha está dividida em 17 Comunidades Autônomas e as duas cidades autônomas de Ceuta e Melilla, gozando estas de estatuto intermediário entre o município e a Comunidade. Das 17 comunidades autônomas, quatro delas (Galiza, País Basco, Andaluzia e Catalunha) possuem condição de “Nacionalidades Históricas” reconhecidas na Constituição, juntamente com um “Estatuto de autonomia”, o que reverte num maior poder e capacidade de decisão e soberania com respeito às outras comunidades.

Eis a lista das comunidades:

  • Andalucía (capital: Sevilla)
  • Aragón (capital: Zaragoza)
  • Principado de Asturias (capital: Uviéu)
  • Balears (capital: Palma de Maiorca)
  • País Vasco (capital: Vitória)
  • Islas Canarias (capital: Santa Cruz de Tenerife/Las Palmas de Gran Canaria)
  • Cantabria (capital: Santander)
  • Cataluña (capital: Barcelona)
  • Castilla-La Mancha (capital: Toledo)
  • Castilla y León (capital: León)
  • Extremadura (capital: Mérida)
  • Galicia (capital: Santiago de Compostela)
  • La Rioja (capital: Logroño)
  • Comunidad de Madrid (capital: Madrid)
  • Región de Murcia (capital: Murcia)
  • Navarra (capital: Pamplona)
  • Comunidad Valenciana (capital: Valencia)

A Espanha é na atualidade o que se denomina um “Estado de Autonomias”, um país formalmente unitário, mas que funciona como uma federação descentralizada de comunidades autônomas, cada uma delas com diferentes níveis de autonomia.

Hoje em dia, a Espanha está considerada como um dos países europeus mais descentralizados, pois todos os seus diferentes territórios administram de forma local seus sistemas de saúde e educativos, assim como alguns aspectos do orçamento público.

Alguns deles, como o País Basco e Navarra, administram seu orçamento sem praticamente contar, excetuado em alguns aspectos, com a supervisão do governo central espanhol. Catalunha, Navarra e o País Basco possuem suas próprias polícias totalmente operativas e completamente autônomas. Excetuando Navarra (cuja polícia se chama Policía Foral de Navarra), tanto a policia da Catalunha (Mossos d’Esquadra) como a polícia do País Basco (Ertzaintza) substituem as funções da Polícia Nacional da Espanha em seus respectivos territórios. Navarra ainda está em processo de transferência de funções.

Idiomas

O idioma oficial e o mais falado no conjunto da Espanha, por 99% da população, é o espanhol, língua materna de 89% dos espanhóis, que pode receber a denominação alternativa de castelhano. A estimativa do número de falantes em todo o mundo vai desde os 450 aos 500 milhões de pessoas, sendo a segunda língua materna mais falada depois do Chinês. Prevê-se que se torne a segunda língua de comunicação internacional depois do inglês no futuro, e é a segunda língua mais estudada após o mesmo.

Além disso, falam-se outras línguas que podem ser oficiais em suas regiões, de acordo com a Constituição e os Estatutos de Autonomia de cada Comunidade Autônoma, e co-oficiais para o resto do país. Ordenadas por número de falantes, estas Línguas são:

  • Catalão (9% da população), oficial na Catalunha e nas Ilhas Baleares e, sem estatuto oficial, na chamada “Faixa de Aragão” e na comarca de “El Carche”, em Múrcia. Oficialmente, se denomina valenciano na Comunidade Valenciana, onde também é oficial.
  • Galego (5% da população), oficial na Galiza. É falado também em algumas zonas das províncias de Astúrias, Leão e Zamora, sem estatuto de oficialidade.
  • Basco (1% da população), oficial no País Basco e terço norte de Navarra, donde se denomina estatutariamente “vascuence”. É falado também na zona mista de Navarra (onde o basco, sem ser oficial, tem certo reconhecimento) e de forma mais minoritária na zona “bascófona”.

Também se falam uma série de línguas ou dialetos românicos que não tem estatuto de língua oficial: o asturiano, falado nas Astúrias (chamado Bable), Leão, Zamora (chamado “leonês”), Salamanca e Extremadura (chamado “extremenho”) e o aragonês no norte de Huesca.

O aranês, variante do occitano, é considerada co-oficial na Catalunha, onde é e falada nos municípios do Vale de Arão (Lérida).

Igualmente, o português é falado em algumas localidades fronteiriças extremenhas, principalmente por portugueses ali residentes.

A Espanha ratificou em 9 de abril de 2001 a Carta Europeia das Línguas Minoritárias ou Regionais do Conselho Europeu.

Só para concluir, nessa caminhada estarei cruzando as regiões de Navarra, La Rioja, Castilla y León e Galicia.